Antes de chegar a questão, se Deus existe ou não, é preciso definir Deus.

O que é Deus?

Para muitos, Deus possui características humanas, Deus é justo, é bom, poderoso, misericordioso, gentil, etc. Deus é como um Rei, com desejos e regras, equipara-se ao Rei da idade média, que possuía um exército, para fazer cumprir seus desejos à força. Esta ideia do Deus medieval permanece até hoje em algumas religiões, limitando nossa inteligência, raciocínio e capacidade de realização própria, ao terceirizar nossa habilidade de pensar, venerando um “Deus” invisível e desconhecido.

É preciso reconhecer, somos MUITO ignorantes, no sentido real da palavra, em muitos aspectos, não conhecemos nada. Somos tão ignorantes que não reconhecemos nossa própria ignorância. Não sabemos o que é uma formiga, não sabemos o que é o gato, não temos controle sequer das nossas próprias emoções. Não sabemos lidar com o vizinho de cima, criamos e mantemos situações de conflito em nosso próprio núcleo familiar minúsculo, de pai, mãe e filhos.

Vamos ampliar um pouco. Moramos na periferia de uma galáxia que por sua vez fica na periferia de um conglomerado de galáxias chamado Laniakea.

Nosso universo possui mais de 2 trilhões (2.000.000.000.000) de galáxias. Somente a nossa galáxia, possui 300 bilhões (300.000.000.000) de estrelas, ou seja, sistemas solares ou sóis. Seriam cerca de 3 trillhões (3.000.000.000.000) de planetas somente na via Láctea. Num total de 1024 (1.000.000.000.000.000.000.000.000) planetas no universo.

Esse é o tamanho da nossa ignorância em relação ao nosso próprio universo. A humanidade é como uma pessoa que nunca saiu de casa, nunca atravessou a rua, não conhece nenhum vizinho. Para chegarmos até a estrela mais próxima do nosso sol, teríamos que viajar durante mais de 4 anos na velocidade da luz. Ainda não sabemos como fazer isso, mas temos a pretensão de saber o que é Deus, o criador de TODO o universo.

Com nossa ignorância toda, podemos até criar uma imagem de Deus, o problema é que essa imagem com certeza será ERRADA. Vamos além, como se não bastasse definir “Deus”, definimos também o que ele quer de nós, criamos então rituais, orações, adoração e misticismos para agradá-lo, em vez de olharmos para o NOSSO próprio aperfeiçoamento.

Então se Deus existe, não sabemos NADA sobre ele, muito menos o que ele QUER de nós, logo, não faz diferença nenhuma se ele existe ou não. O que faz diferença na sua vida são as mudanças na SUA própria vida, se tornar uma pessoa mais qualidades e menos defeitos.

As religiões abaixo possuem a característica, definindo “Deus” como o centro da religião:
• Catolicismo – Católicos
• Evangelicalismo – Evangélicos
• Islamismo – Muçulmanos
• Judaísmo –  Judeus
• Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias – Mórmons

Outros grupos fazem uma mistura, agregam o “adorar a Deus” da doutrina cristã com ensinamentos filosóficos de aprimoramento do ser humano. Essas coisas não tem relação alguma, as pessoas podem aprimorar suas emoções, sentimentos, modo de ser, sem necessidade alguma de veneração a “Deus”. O espiritismo kardecista, por exemplo, possui ações louváveis, no entanto a conta-gotas, para aprimoramento do ser humano, como palestras públicas, atendimento fraternal e grupos de estudo. Este último pode ser desviado muito para a questão religiosa/dogmática, mas não deixam de ser iniciativas positivas, é um começo da mudança de foco da religião, de “Deus” para o homem.

A igreja messiânica mundial – Johrei, segue o mesmo estilo, embora tenha uma abertura maior que o espiritismo, “permitindo” que as pessoas pratiquem a exteriorização de energia através da prática do Johrei fora da igreja, mantém o dogmatismo centralizado na divindade através de rezas e rituais para Deus. Possuem grupos de estudo para “aprimoramento”, mas mantendo sempre o caráter religioso.

As filosofias orientais, possuem outra visão, talvez por estudarem espiritualidade por milênios, chegaram a conclusão que o próprio homem deve ser o centro da religião. Os ensinamentos do Budismo por exemplo são de ordem prática e focados no aprimoramento do ser humano, são orientações para o nosso próprio aperfeiçoamento. Em vez de focar a filosofia em adorar um “Deus”, essas filosofias possuem o intuito de aprimorar o ser humano.

A umbanda parece trilhar esse mesmo caminho, pois não há foco em “Deus”. Existe a figura do preto velho na umbanda, mas ele não é Deus. São consciências próximas a nós, um pouco mais evoluídas e sem o corpo físico.

Religiões que possuem o ser humano como centro:
• Budismo – Budistas
• Taoísmo – Taoístas
• Hinduísmo – Hindus
• Umbanda – Espíritas umbandistas

Não existe um vínculo obrigatório entre religião e espiritualidade. Os espíritos não são espíritas. As “forças sobrenaturais” são apenas “forças naturais” ainda desconhecidas pela ciência. Desta forma, já existem diversos institutos que se dedicam à pesquisa da Consciência (espírito), sem religiosidade ou misticismo, que através do paradigma espiritualista, foca no aprimoramento do ser humano.

Institutos com enfoque no aprimoramento humano, sem aspecto religioso:
• Instituto Internacional de Projeciologia e Conscienciologia – IIPC
• Instituto de Pesquisas Projeciológicas e Bioenergéticas – IPPB
• Organização Internacional de Consciencioterapia – OIC
Outros

Deus existe?

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