Parece crescer cada vez mais o número de “doenças idiopáticas”, das quais não se sabe a causa. A diretora do Centro de Pesquisas Neuropsiquiátricas em Cambridge, Reino Unido, médica psquiátrica, Ph.D., Sabine Bahn afirma: “No fundo, nós não sabemos em que consiste a origem de graves transtornos como a esquizofrenia ou o transtorno bipolar. Nesse terreno, a medicina ainda está tateando.”

A medicina não sabe a origem da maioria dos transtornos psiquiátricos, embora tente tratá-los.

Pergunte a qualquer médico psiquiatra qual é a causa do transtorno bipolar, transtorno dissociativo de identidade, depressão, esquizofrenia, delírios, transtorno de personalidade paranoide ou qualquer outro transtorno psiquiátrico, seja ele transitório ou agudo. Pergunte como uma pessoa pode oscilar entre um estado de crise, mudando completamente sua personalidade, e em outros, tendo uma vida normal. Pergunte como um intervalo entre crises pode ser de dois meses ou 20 anos. Pergunte o que difere, em termos técnicos, uma pessoa diagnosticada com uma doença mental sem apresentar crise, de uma pessoa “normal”.

Poucas respostas, muitas perguntas. Como tratar os transtornos psiquiátricos ou mesmo outras “doenças” sem saber as causas? A medicação pode ser uma grande ajuda, até mesmo indispensável em momentos de crise, mas atuam como escoras que ajudam a manter a casa em pé em um momento de dificuldade, uma bóia de flutuação que evita o inevitável afogamento, nada além disso. Por esta razão, a solução medicamentosa está longe definitiva, ou cura dos transtornos psiquiátricos, pois atua de maneira paliativa, do latim palliare, signfica “cobrir com manto”, aquilo que se usa para protelar alguma coisa, para aliviar temporariamente uma situação sem resolvê-la, metaforicamente, “tapar, encobrir, ocultar, disfarçar”.

The crisis. Frank Dicksee. 1891

Importantes avanços ocorrem na integração da medicina psiquiátrica com outras áreas de estudo da mente, como a neurociência, psicanálise e psicologia, pois na medida em que entendemos que a Consciência não é o resultado da soma das partes “cabeça, tronco e membros”, percebemos que deve ser estudada e tratada de maneira integral. A abordagem da psicologia transpessoal, por exemplo, propõe o estudo da Consciência, através de um sincretismo do conhecimento, valendo-se de um paradigma mais amplo, analisa o indivíduo de maneira integral, pela ótica de realidades mais abrangentes, desta forma, busca, de fato, compreender a origem dos distúrbios psiquiátricos, e consequentemente idealizando um tratamento mais direto, preciso e eficaz.

O paradigma limitado da medicina moderna falha em explicar as origens dos transtornos psiquiátricos, pois desconhece fatos fundamentais, como por exemplo a interação energética entre pessoas e ambientes, presente em muitos distúrbios psiquiátricos transitórios.

Alcançaremos um novo patamar em diagnóstico, tratamento e profilaxia em doenças mentais quando a medicina integrar-se verdadeiramente a outras áreas do conhecimento, pois a limitação da psiquiatria ao corpo físico, ofusca e atrasa investigação das reais causas de algumas das “enfermidades” investigadas.

Fontes:
http://www2.uol.com.br/vivermente/artigos/agulha_no_palheiro.html

 

 

 

Causa, tratamento e profilaxia dos transtornos psiquiátricos, a lacuna existente na medicina

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *